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Energia solar com baterias ficará mais barata

há 17 horas
3 min de leitura

Projeções indicam queda de custos e maior competitividade brasileira até 2035.


O custo da energia solar com baterias pode cair 40% até 2035

O custo de produzir energia solar e garantir seu fornecimento com o apoio de baterias está entrando em uma nova fase de competitividade. Uma projeção da McKinsey & Company, divulgada pelo Canal Solar em setembro de 2026, indica que o custo nivelado da energia firme, conhecida como Firm LCOE, no Brasil poderá cair de aproximadamente US$ 65 por megawatt-hora (MWh), em 2025, para US$ 39/MWh em 2035. A redução estimada de 40% coloca o país entre os mercados mais competitivos do mundo para essa combinação tecnológica, atrás apenas da China, cuja projeção é de US$ 33/MWh no mesmo período.


Essa projeção chama a atenção porque não considera apenas o custo de produzir eletricidade durante as horas de sol. O indicador utilizado também incorpora o custo necessário para tornar o fornecimento mais previsível, incluindo o papel das baterias no armazenamento da energia gerada. Dessa forma, é possível comparar o custo de uma fonte renovável associada ao armazenamento com alternativas capazes de fornecer eletricidade de maneira mais contínua.


O que os números revelam sobre a queda dos custos?

A projeção apresentada pela McKinsey demonstra que a competitividade da energia solar com baterias poderá avançar significativamente ao longo da próxima década. Em termos simples, se o cenário previsto se confirmar, o custo estimado para disponibilizar cada MWh de energia firme passará de US$ 65 para US$ 39, uma diferença de US$ 26 por MWh.


Essa redução não significa que o consumidor residencial pagará automaticamente 40% menos na conta de luz, pois o indicador mede o custo de geração e fornecimento da energia, e não o valor final da tarifa. Ainda assim, ele permite compreender por que a combinação entre painéis fotovoltaicos e baterias pode se tornar cada vez mais competitiva na comparação com outras tecnologias de geração elétrica.


Entre os fatores que favorecem essa trajetória estão a elevada irradiação solar brasileira, a expectativa de redução dos preços dos sistemas de armazenamento e os avanços no dimensionamento dos projetos. Quanto melhor for a combinação entre geração, capacidade das baterias e perfil de consumo, maior será a possibilidade de aproveitar os recursos investidos de maneira eficiente.


Por que o Brasil pode chegar à segunda posição?

O potencial brasileiro está relacionado a uma combinação de condições naturais e econômicas. A disponibilidade de radiação solar favorece a geração fotovoltaica, enquanto a evolução tecnológica pode reduzir os custos associados ao armazenamento. Esses elementos ajudam a explicar por que o país aparece em posição de destaque nas projeções internacionais.


Na comparação apresentada pela McKinsey, o Brasil poderá alcançar um custo de US$ 39/MWh em 2035, enquanto a China deverá registrar aproximadamente US$ 33/MWh. Nos Estados Unidos, a estimativa é de US$ 59/MWh. A diferença evidencia que as condições de cada mercado, incluindo recursos naturais e custos tecnológicos, influenciam diretamente a competitividade dos sistemas.


É importante destacar, porém, que esses valores são projeções para o futuro, e não preços garantidos. O resultado dependerá da evolução dos custos dos equipamentos, dos investimentos, das condições de financiamento e de outros fatores que afetam a implantação e a operação dos sistemas.


A queda dos custos pode ampliar o mercado

Para consumidores e empresas, a redução projetada dos custos pode ampliar as possibilidades de utilização da energia solar associada às baterias. No setor comercial e industrial, por exemplo, o armazenamento pode ajudar a administrar o consumo e aumentar a previsibilidade do fornecimento, dependendo das características da instalação e das necessidades de cada operação.


No mercado residencial, a decisão de instalar baterias exige uma análise específica. O investimento inicial, a capacidade de armazenamento, o consumo noturno, a necessidade de energia durante apagões e o custo da eletricidade fornecida pela concessionária são fatores importantes para determinar se a solução compensa financeiramente.


Por isso, a queda do custo de geração projetado não deve ser confundida com uma redução equivalente no preço de um sistema instalado. O valor pago pelo consumidor inclui equipamentos, instalação, projeto, impostos, mão de obra e demais componentes da solução. A competitividade precisa ser avaliada considerando o conjunto desses custos e os benefícios esperados ao longo da vida útil do sistema.


A tendência, entretanto, é relevante: à medida que as baterias se tornam mais competitivas, a energia solar ganha novas possibilidades de aplicação. O avanço projetado para o Brasil reforça a importância de acompanhar a evolução dos preços e de avaliar cada projeto com base em dados concretos, dimensionamento adequado e planejamento financeiro.


Na Skylight Energia Solar, acreditamos que compreender os custos é essencial para tomar decisões mais seguras. Afinal, investir em energia solar não significa apenas buscar economia imediata, mas avaliar as alternativas disponíveis para construir uma solução eficiente, alinhada às necessidades de cada consumidor.


Sua confiança é a nossa energia.



 
 
 

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